Coloca um pavimento novo, fica perfeito, e ao fim de alguns meses aparece uma linha fina que atravessa três ladrilhos. Não é culpa do azulejador nem da cerâmica: é o suporte que se moveu e levou o pavimento consigo.
Porque é que um pavimento fissura
Uma laje de betão continua a retrair durante meses depois da presa. Se a isso somar as variações de temperatura — piso radiante, por exemplo — o suporte dilata e contrai constantemente. Quando a cerâmica está colada rigidamente a esse suporte, não lhe resta outra hipótese senão partir.
O risco é maior quando:
- a laje tem menos de seis meses;
- existe piso radiante;
- coloca peças de grande formato, que distribuem pior a tensão;
- o suporte já tem fissuras.
A solução: dessolidarizar
Dessolidarizar significa separar mecanicamente o pavimento do suporte. Coloca-se uma membrana intermédia que se deforma em vez de transmitir o movimento. O suporte move-se, a membrana absorve-o, e em cima não acontece nada.
A membrana DYSO é um elastómero de célula aberta entre fibras de polipropileno, com 1 mm de espessura. Absorve fissuras até 20 mm, o que é muitíssimo mais do que aquilo que um pavimento normal se move.
O teste, em vídeo
Isto é o que a membrana faz quando o suporte abre a sério:
Como se coloca
- Suporte limpo, firme e nivelado.
- A membrana cola-se com cimento-cola C2 S1 ou S2.
- Os panos aplicam-se topo a topo, sem sobreposição.
- Espere 24 horas antes de colocar a cerâmica.
- Deixe juntas perimetrais de pelo menos 8 mm. Se as tapar com rodapé rígido colado ao pavimento, perde o efeito.
Dessolidarizar ou impermeabilizar?
São duas coisas distintas. A DYSO evita fendas mas não foi pensada para zonas húmidas; para uma casa de banho ou um terraço precisa de uma membrana de impermeabilização. Se o seu caso for um terraço com fissuras, a ECODRY120 faz as duas coisas: impermeabiliza e faz ponte de fissuras até 3,6 mm.
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